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DEVIDO À UMA ATUALIZAÇÃO DO BLOGGER, ALGUMAS FOTOS POSTADAS PODEM TER DIFICULDADES DE VISUALIZAÇÃO.

Reprodução



      Em nosso clima, o período reprodutivo dos Kingyos inicia-se nos meses de agosto ou setembro, com a chegada da primavera (se bem que os danados procriam o ano todo). Nesta época a diferenciação entre machos e fêmeas é mais fácil. As fêmeas costumam apresentar o ventre mais volumoso e o macho mostra pequenos pontos brancos, semelhantes a grãos de areia, principalmente ao redor do opérculo (estrutura que protege as brânquias), e também nas nadadeiras peitorais e na cabeça. Estas saliências são chamadas de “órgãos de pérola” e são utilizadas pelo macho para estimular a fêmea durante a corte.

      Para a reprodução dos Kingyos em aquários, é importante um volume de água de pelo menos 80 litros, onde serão colocados dois machos e uma fêmea. Para garantir um maior percentual de ovos fecundados, a altura da coluna de água deve ser de 25 a 30 cm, com temperatura entre 22 e 24 ºC e pH entre 6,8 e 7,5. A colocação de plantas flutuantes como Aguapé e Alface d'água é fundamental, uma vez que em suas raízes os ovos ficarão aderidos.

      A desova geralmente ocorre no início da manhã. Neste momento os peixes tornam-se bastante agitados e o macho tenta a todo custo levar a fêmea para a superfície, próximo às plantas flutuantes. A fêmea começa então a liberar os óvulos, que ficam aderidos às raízes e folhas das plantas flutuantes, onde os machos se encarregam de fecundá-los. Este ritual pode durar algumas horas e uma fêmea de Kinguio pode liberar de 500 a 1000 óvulos por desova.

Sexagem

      Os Kingyos em geral, independente da variante, podem facilmente ter seu sexo identificado por meio de algumas observações que se destacam principalmente da primavera ao verão, que é a época da reprodução.

- Nas fêmeas o abdômen fica cheio em um dos lados de seu ventre, pois em cada ano um dos ovários produzirá ovos. Sua cavidade anal fica mais convexa, para fora. Esta pode gerar erros pois peixes constipados ou muito alimentados também podem se encontrar assim. Suas barbatanas são mais finas e menores, e seu corpo fica bem arredondado.




 
- Nos machos encontraremos pontos brancos saltados logo atrás de seus olhos, em seus opérculos, próximo das guelras e em suas barbatanas peitorais, que também se apresentam como um serrilhado em seu primeiro raio. Sua cavidade anal é mais côncava, para dentro. O macho também fica perseguindo a fêmea, dando pequenos empurrões em seu ventre, para estimular a desova, mas tome cuidado pois machos dominantes também podem perseguir machos não dominantes.
      
      Um conjunto dessas características fará você distinguir o sexo de seu peixe, principalmente em exemplares adultos acima de um ano e meio de idade, na época da reprodução.

Abaixo uma bela contribuição com fotos encontradas na net pelo amigo Thiago:

Fotos Sexagem dos Kingyos

  


    Minha experiência em tentar procriar os meus Kingyos, como todos falam, espero que tenha grandes dificuldades, e espero que o resultado sejam milhões de filhotes para dar e vender.


      A primeira coisa que eu fiz foi separar uma banheira antiga que tinha aqui em casa. Tapei todos os buracos, enchi ela e deixei ciclando por uma semana com água nova. Após uma semana fiz uma grande troca parcial com água do lago (já ciclada claro) de onde iria tirar o casal de Kingyos para procriar.


      Passado mais um dia fiz mais uma pequena troca parcial com água novamente do lago e finalmente introduzi os dois peixes.


      O casal é um macho comum chá e uma fêmea preta telescópio. Os dois não paravam de se rodear em uma dança frenética de acasalamento no lago principal. Espero que eles não sintam a diferença, pois não pus filtro, somente dois pontos de aeração e bastante planta flutuante. Minha intenção é tirá - los de lá em até dois dias, pois acredito que sejam o suficiente para a fêmea já ter desovado, por isso não vou colocar filtro ainda para não correr o risco de sugar as ovas.


      O casal não é exatamente o que eu mais queria separar mas, eles estavam claramente todos os dias dando sinais de que queriam "ficar a sós".


      A banheira depois das duas primeiras trocas parciais ficou com a água um pouco esverdeada, acredito que pela ação de algas no novo ambiente, porém espero que a natureza faça o controle disso já que introduzi muito mais plantas que no início.


      Bom, é isso tudo dando certo ou não, vou atualizando o máximo que eu puder. Seguem algumas fotos:


Aí colocando a fêmea. Ela ficou uma hora no saquinho igualando temperatura e  ph.



O macho comum chá, que também ficou uma hora aí para igualar tudo.


Com os dois já lá dentro, adicionei mais plantas.




Amanhã cedo com tudo mais estabilizado vou medir os parâmetros da água. Por enquanto é isso. Abraço.


04/10


Saudações.


      Até agora nada de desova. Não sei se é porque o tempo aqui anda ruim ou o quê. Ontem choveu muito, domingo de madrugada também, enfim, continuo aguardando. De qualquer maneira, conforme combinado, hoje medi o PH, nitrito e amônia do tanque para reprodução. O PH deu neutro. A amônia e nitrito zerados. Os peixes continuam se alimentando normalmente e estão bem ativos. Vamos ver se o macho retoma o ritual de cortejo. Sigo aguardando...


06/10


      Hoje consegui as primeiras fotos do que eu acredito que sejam ovos mas, achei eles meio aveludados. Talvez sejam fungos. Não mexi muito para ver o que acontece amanhã cedo. De qualquer maneira sábado pela manhã vou fazer uma troca parcial com cuidado para não sugar nada parecido com ovos e aguardar mais um pouco. Seguem abaixo as fotos tiradas hoje:


      Tentem visualizar os pontinhos brancos embaçados presos às raízes da alface d'água. As fotos não ficaram tão boas pois são muito pequenos.







Amanhã tento visualizar mais e tirar mais fotos. Abraço à todos que me acompanham.


10/10/11.


      Definitivamente, eram ovos do meu casal de Kingyos, mas que infelizmente não deram em nada. Resolvi então dar um descanso ao casal e os coloquei de volta no lago. Vou tentar uma próxima vez no meu aquário de 80 litros que acredito ser mais fácil a visualização assim como a manutenção da água. Será que o macho não fez a parte dele? Sei lá. Mas vou tentar de novo e continuarei atualizando.


12/10/11.


É agora ou nunca. Nada mais de banheiras. Elas vão servir para abrigar os filhotes depois de nascidos. O que eu vou usar agora vai ser uma bombona que eu já usava com meus Lebistes. A água já está a espera de um novo casal no final de semana. Dessa vez vou colocar no sábado e ficar de olho para retirá - los de lá logo no dia seguinte ou assim que a fêmea desovar. Na bombona parece que vai ser mais fácil pois devido a seu espaço reduzido, fica mais fácil a observação e posterior retirada do casal. Agora é aguardar. Seguem as fotos do local.




07/11/11.


      Vejam o que eu encontrei na bombona, depois de ter transferido algumas plantas da banheira onde ocorreu a primeira desova que eu acreditava estar cheia de fungo!





      É isso mesmo, dois filhotinhos de Kingyo que de alguma maneira sobreviveram ao fungo nos ovos, à mudança de local depois de dois dias de desova, e a todas as intempéries relativas aos últimos dias aqui no Rio.


      Não sei se teve alguma coisa a ver, mas antes de arrumar um novo casal para colocar na bombona, eu resolvi usar um anti fungo nela, mas sem pretensão alguma de colocar um novo casal, ou melhor, sem pressa. O que pode ter acontecido é o remédio ter agido nos ovos que ainda não tinham eclodido e que entraram em alguma espécie de standby. Sendo assim, logo depois de tratados resolveram eclodir. Bom na verdade isso é só suposição, o certo é que eles nasceram e estão aí bonitões e espero que cresçam muito bem. Quando vi tinham quatro mas até agora dois resistem. Já os transferi de volta à banheira que é o local onde todos os filhotes vão ficar.


      Na alimentação, estou dando água verde, ovos de artêmia, estou eclodindo artêmia e amanhã já vou oferecer à eles.


      Pouco à pouco vou postando a evolução dos pequenos aqui.


16/11/11

A segunda semana.


      Se alimentando de muitas raízes, artêmias recém eclodidas e ovos, os três filhotes sobreviventes seguem firme e forte na luta.


      Procurei esse sábado, por Dáphnias que sempre encontrava na feira de Honório no Rio, mas justo agora, nada. Aliás, essa feira já foi muito boa. Já foi!


      Abaixo algumas fotos dos pequenos para acompanharmos passo à passo as evoluções.


As Artêmias recém eclodidas.



Os pequenos. Ainda.








22/11/11


      Olha eu aqui de novo, postando e arquivando o desenvolvimento dos filhotes de Kinguios. Aproximadamente com vinte dias, pelo menos desde que os encontrei, eles se encontram crescendo e indo bem. E ainda digo mais. Essa semana, encontrei um novo filhote no globo observatório que mantenho no lago. Ou seja, tem peixe desovando la mesmo sem que eu separe, e quem tá conseguindo tá se salvando. Essa semana já até separei o casal de novo e coloquei eles pra desovar mais uma vez. Vamos ver se tudo corre bem dessa vez.


      Enquanto isso, vou postando fotos dos primeiros filhotes. E assim que conseguir, posto também dos outros que estou encontrando no lago. É que eles estão tão pequenos que não aparecem direito na câmera.






02/01/12


      Continuando sobre o crescimento dos filhotes, hoje venho mostrar as fotos deles com sete semanas. As imagens não estão tão boas pois as chuvas constantes aqui tem deixado a água bastante verde, mas acho que forçando um pouquinho dá pra enxergar eles. A alimentação agora que estão maiores tem sido basicamente de ração JBL partida em pequenos pedaços, enquitréias, lentilhas cozidas, ração crescimento e outros vegetais.


      Além dos filhotes mais antigos, consegui mais uma desova relativamente bem sucedida do mesmo casal, onde hoje estou conseguindo visualizar dez filhotes. Como eles andaram desovando no lago antes de eu separar, acredito que por isso não tenham nascido tantos outros como normalmente acontece.


Abaixo as fotos.









Abraços.

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